A Samsung acaba de colocar milhões de utilizadores Android perante um dilema financeiro sem precedentes. Com o lançamento global da linha Galaxy S26, a marca sul-coreana estreia a “IA Agêntica” — um sistema capaz de antecipar e-mails e chamadas antes mesmo do utilizador tocar no ecrã.
No entanto, este salto tecnológico chega com um agravamento de até 270 euros face à geração anterior, empurrando o modelo Ultra para a barreira recorde dos 1.500 euros e forçando o mercado a reagir à inflação dos componentes de 2026.
O fim do ritual de carregamento noturno
A maior mudança prática para quem viaja ou trabalha em zonas com instabilidade energética não está no ecrã, mas na autonomia. Ao fundir baterias de alta densidade (tecnologia de veículos elétricos) com o novo chip Snapdragon, o Galaxy S26 Ultra permite, pela primeira vez em 15 anos, que um profissional ignore o carregador por 48 horas seguidas. Esta alteração de hábito — deixar de carregar o telemóvel todas as noites — é a resposta da Samsung à pressão dos utilizadores que exigiam utilidade real em vez de apenas mais megapixels.
O dilema da privacidade: Poupar tempo ou ceder o controlo?
A promessa de “devolver uma hora de vida por dia” através da automação de tarefas burocráticas tem um custo invisível. Para que o S26 consiga redigir rascunhos de e-mails profissionais de forma autónoma, a IA precisa de monitorizar quase todos os cliques e mensagens do utilizador. A Samsung aposta que o consumidor está disposto a aceitar este rastreamento constante em troca de produtividade, mas especialistas em cibersegurança já questionam se o processamento offline prometido pela marca será suficiente para garantir a soberania dos dados pessoais num ecossistema tão invasivo.
“Bolha de silêncio” em ambientes caóticos
Acompanhando os smartphones, os novos Buds4 Pro (249€) trazem uma solução para o isolamento em escritórios ruidosos ou transportes públicos lotados, de Luanda a Lisboa. O novo algoritmo de cancelamento de ruído consegue agora o que era impossível há seis meses: eliminar vozes humanas de fundo em tempo real, permitindo videochamadas limpas em pleno trânsito caótico. Em 2026, a Samsung prova que a sua meta já não é apenas vender hardware, mas sim o controlo sobre o tempo e o ambiente do utilizador — desde que este esteja disposto a pagar o preço mais alto da história da tecnologia móvel.
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