A EMIS veio a público ontem desmentir categoricamente os rumores de um ataque cibernético ao Multicaixa Express, após uma falha temporária gerar pânico nas redes sociais. A plataforma está segura e intacta, mas a confusão abriu portas a um perigo real: burlões estão a aproveitar o alarme para roubar códigos PIN por telefone e partilhar falsas atualizações da aplicação fora das lojas oficiais.
O que realmente aconteceu de madrugada
Os rumores de que o sistema interbancário angolano teria sido invadido são totalmente falsos e infundados. A EMIS esclareceu que a recente indisponibilidade temporária dos serviços resultou apenas de uma intervenção técnica de manutenção e atualização do sistema. Esta operação foi devidamente programada e executada durante a madrugada para minimizar o impacto. A segurança do Multicaixa Express nunca esteve comprometida e o serviço já opera com normalidade.
O perigo invisível: o falso suporte técnico
Com milhares de utilizadores alarmados a acreditarem que a app estava com problemas, criminosos passaram a usar táticas de engenharia social. Fazendo-se passar por funcionários da EMIS ou dos bancos, os burlões contactam as vítimas com o falso pretexto de as ajudar a recuperar o acesso ou a proteger a conta. O objetivo é levar o utilizador a entregar o controlo do seu dinheiro em minutos.
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Cuidado com as falsas atualizações
No seu comunicado, a entidade gestora fez questão de adicionar uma observação crítica que muda a forma como os utilizadores devem agir: todas as atualizações da App Multicaixa Express são feitas exclusivamente através das lojas oficiais (Apple Store e Google Play Store). Burlões costumam enviar links por WhatsApp ou SMS com aplicações falsas (APKs), prometendo uma “versão mais segura” após o suposto ataque, o que resulta na clonagem imediata do telemóvel e roubo de dados.
A regra de ouro para proteger a conta
Para evitar que o pânico se transforme em perda financeira real, a EMIS e a rede bancária reforçam a regra absoluta: nunca são solicitadas credenciais, códigos PIN ou palavras-passe por e-mail, SMS ou telefone. Qualquer contacto com este tipo de pedido é fraude. O utilizador deve ignorar as chamadas e garantir que não instala nada fora dos canais oficiais do seu telemóvel.
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