Como a nova rede social europeia W quer reduzir bots e manter os dados na União Europeia

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A W, plataforma desenvolvida pela sueca W Social, entrou em fase de testes públicos (beta) e propõe-se a ser uma alternativa europeia às grandes redes: sede e servidores na Europa, sócio-investidores europeus, modelo de receita compatível com a Lei de Serviços Digitais (DSA) e um sistema de verificação obrigatório para quem quer publicar — medidas que visam limitar contas falsas e a dependência tecnológica de empresas dos EUA e da China. A plataforma usa o AT-Protocol (como a Bluesky) e já reúne perfis oficiais de figuras como Ursula von der Leyen, Christine Lagarde e o primeiro-ministro António Costa, que destacou a protecção dos dados e conversas “mais humanas”.

O projecto assenta numa lógica de soberania digital: a infraestrutura — incluindo a sede e os centros de dados — está localizada na Europa e a participação acionista é reservada a cidadãos ou entidades europeias. O financiamento combina publicidade que respeita as regras comunitárias com micropagamentos dos utilizadores, segundo a própria proposta divulgada pela W Social.

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Do ponto de vista técnico e de experiência, a W adopta o AT-Protocol, um protocolo descentralizado de código aberto que permite maior controlo individual sobre o que cada utilizador vê. A leitura das publicações é pública por defeito, mas a publicação de mensagens e a interacção exigem uma validação da identidade através de uma aplicação independente, desenhada para confirmar que quem publica é humano sem expor dados privados. A rede dá ainda prioridade a perfis que utilizem o nome real, relegando contas anónimas para menor destaque.

Pontos-Chave

  • Sede e servidores da W localizados na União Europeia, com controlo acionista europeu.
  • Modelo de receita baseado em publicidade compatível com a DSA e em micropagamentos.
  • Uso do AT-Protocol, semelhante à estrutura técnica da Bluesky.
  • Verificação obrigatória para publicar, via aplicação independente, com foco na redução de bots.
  • Entrou em fase de testes públicos (beta) e já tem contas oficiais de líderes europeus.

O lançamento foi apresentado no Fórum de Davos e chega num momento em que Bruxelas acelera legislação e iniciativas para reforçar a autonomia europeia em áreas como computação em nuvem, cibersegurança e semicondutores. A adesão de altos responsáveis políticos dá visibilidade, mas não garante a migração do público em geral.

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Por agora, a W está em testes públicos (beta); a utilização efectiva pela massa crítica de utilizadores e a capacidade de manter baixos níveis de contas automatizadas serão determinantes para a sua futura relevância.

Perguntas Frequentes

O que é a W e qual é o seu objectivo?

É uma nova rede social europeia em fase beta, criada pela W Social para oferecer alternativa às grandes plataformas e reforçar soberania digital na UE.

Como a W pretende reduzir bots e contas falsas?

Exige verificação obrigatória para publicar via uma aplicação independente que confirma que a pessoa é humana sem expor dados privados e privilegia nomes reais.

Onde ficam os dados e como é financiada a W?

A sede e os centros de dados estão na União Europeia e o modelo de receita combina publicidade compatível com a DSA e micropagamentos dos utilizadores.

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