Se tem filhos pré-adolescentes e sempre se preocupou com quem eles falam no telemóvel, as regras da principal aplicação de mensagens acabam de mudar a seu favor. O Meta, que oferece troca de texto, voz, vídeo e ficheiros com criptografia de ponta a...">WhatsApp anunciou esta quarta-feira a criação de um novo tipo de conta pensada exclusivamente para menores de 13 anos, que passa a estar totalmente sob o controlo dos pais.
A medida surge como resposta direta às crescentes preocupações globais sobre o impacto das plataformas digitais na saúde mental e segurança dos mais novos, numa altura em que cada vez mais países exigem leis apertadas para travar o acesso não vigiado de crianças a redes sociais.
Como os pais passam a controlar as conversas
Até agora, a experiência de usar o WhatsApp era praticamente igual para todos os utilizadores. Com a nova atualização, a Meta (empresa-mãe da plataforma) introduz contas com definições restritas de origem.
Na prática, o adulto responsável ganha o poder de decidir quem pode contactar a criança e em que grupos ela pode ser adicionada. Além disso, os pais terão uma ferramenta vital: a capacidade de rever e aprovar (ou rejeitar) pedidos de mensagem enviados por contactos desconhecidos e gerir as definições de privacidade. O objetivo é garantir que a criança só usa a aplicação em ambientes validados.
Foco apenas no essencial: Mensagens e chamadas
O WhatsApp explicou que este formato nasceu do feedback de milhares de pais que procuravam uma forma de os filhos comunicarem com supervisão. Por isso, estas contas “parent-managed” serão restritas às funcionalidades básicas da comunicação: trocar mensagens e fazer chamadas.
A proteção ganha relevância adicional numa altura em que as próprias aplicações de mensagens enfrentam falhas de segurança gerais. Segundo a agência Reuters, a indústria tem lidado com incidentes recentes em que utilizadores são levados a entregar códigos de verificação (PINs), permitindo que agentes maliciosos acedam a contas pessoais e grupos. A nova barreira parental ajuda a isolar os mais novos destas ameaças.
A mudança na indústria
Esta decisão do WhatsApp não acontece no vácuo. Nos últimos meses, países como a Austrália tornaram-se pioneiros ao banir completamente as redes sociais para adolescentes. Com a pressão legislativa a aumentar, as gigantes tecnológicas estão a adaptar os seus serviços com controlos parentais rígidos.
Para as famílias, esta atualização significa que dar o primeiro telemóvel a uma criança passa a incluir uma rede de segurança oficial dentro da própria aplicação.
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