Uma lei de fim de 2025 mudou o jogo para quem pede visto para Portugal: o tipo escolhido no consulado agora define se o processo avança na AIMA ou para na rigidez operacional. Estrangeiros enfrentam recusas imediatas se o visto não bater certo com o tempo e objetivo reais — e com filas já congestionadas, isso significa meses perdidos.
O que mudou na Lei 61/2025
A Lei n.º 61/2025, em vigor desde outubro, reformou vistos e apertou recusas para entradas irregulares ou incoerentes. Acabou a margem para entrar com estada temporária (até 12 meses) e tentar virar residência depois — agora, o enquadramento inicial pesa na triagem da AIMA. Candidatos veem processos rejeitados por desalinhamento, com maior severidade em permanências sem base sólida.
Impacto nos candidatos a emprego
O visto para procura de trabalho qualificado existe na lei, mas consulados limitam agendamentos e aguardam portarias com listas de profissões. Quem entra por outro caminho arrisca bloqueio total na AIMA, sem “plano B” viável — em 2026, isso afeta milhares que contam com emprego rápido.
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CPLP sob mais controlo
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O que pode acontecer agora
Em 2026, espera-se mais indeferimentos formais, triagem consular dura e lentidão na AIMA — especialmente para procura de trabalho, até portarias estabilizarem. O risco: recomeçar do zero, num sistema sem paciência para erros.
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