Resumo IA
- Google revelou por engano falha grave no Chromium, descoberta em 2022 e sem correção por 46 meses.
- A vulnerabilidade afeta a API Background Fetch, permitindo Service Workers persistentes.
- Estes Service Workers podem rastrear a atividade online mesmo após reinício do navegador ou dispositivo.
A Google revelou por engano uma falha grave de segurança no Chromium, a base do Chrome e de browsers como o Brave, Microsoft Edge, Opera e Vivaldi. O problema afeta a API Background Fetch e pode permitir a execução persistente de Service Workers depois de o utilizador visitar uma página maliciosa.
Segundo a investigadora Lyra Rebane, a vulnerabilidade foi identificada em 2022, mas o relatório ficou sem correção durante 46 meses. A Google terá classificado o caso como P1 e com gravidade S2, mas acabou por tornar pública a informação antes de aplicar uma correção efetiva.
O risco técnico
Um Service Worker não é, por si só, código malicioso. No entanto, neste cenário, pode ser usado para seguir atividade online através de registos de data e hora, endereço IP e dados de telemetria.
Em termos práticos, isso significa que um browser baseado em Chromium podia ficar exposto a um comportamento persistente mesmo depois de reinício do dispositivo ou do próprio navegador. Rebane criou ainda uma prova de conceito que gerava um Service Worker com capacidade de continuar ativo após o reinício.
- Base afetada: Chromium
- API envolvida: Background Fetch
- Efeito observado: Service Worker persistente
- Risco associado: rastreio de atividade e execução continuada
O que mudou agora
A Google terá aberto o relatório por engano e voltou a fechá-lo rapidamente depois de a falha se tornar pública. A página foi arquivada e pode ainda ser consultada online, tal como o código de prova de conceito associado ao caso.
Inicialmente, a investigadora assumiu que a exposição dos detalhes significava que a correção já tinha sido feita. Mais tarde, verificou que a prova de conceito continuava a funcionar e concluiu que não tinha sido implementada qualquer mitigação real.
A falha não afeta o Mozilla Firefox nem o Safari, porque nenhum deles suporta a API Background Fetch do Chromium. O Firefox usa Gecko ou Quantum, enquanto o Safari assenta em WebKit.
Pontos-Chave
- A falha foi descoberta em 2022 e ficou sem correção durante anos.
- O problema envolve a API Background Fetch do Chromium.
- Service Workers podiam manter-se ativos após reinício.
- A exposição pública do relatório terá ocorrido por erro da Google.
- Firefox e Safari não são afetados por esta vulnerabilidade específica.
Dica de Especialista
Para equipas técnicas que dependem de browsers baseados em Chromium, a prioridade passa por acompanhar de perto os avisos de segurança do projeto e validar qualquer dependência que use Service Workers ou tarefas em segundo plano. Em ambientes geridos, o controlo de versões do browser e a monitorização de comportamento persistente no cliente continuam a ser medidas essenciais.
Fontes
- Chromium Security
- Google Chrome Releases
- Mozilla Security Advisories
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