Em Lisboa e Porto, onde o telemóvel é ferramenta de trabalho, uma atualização recente está a transformar o carregamento rápido numa espera longa para alguns utilizadores: com determinados cabos, a velocidade cai para modo lento — e um caso que ganhou tração em fóruns fala em “três horas para carregar”.
Após o patch de segurança de janeiro de 2026, multiplicaram-se os relatos de utilizadores a perderem o “Super Fast Charging” com certos cabos — uma mudança descrita em fóruns e comunidades da Samsung como um carregamento que passa a demorar muito mais.
O bloqueio que parou o S24 Ultra: “3 horas para carregar”
A frustração ganhou rosto no Reddit, onde um proprietário do recente Samsung S24 Ultra relatou o desaparecimento súbito do sistema “Super Fast Charging 2.0” após o update. O que antes era uma carga rápida transformou-se numa espera interminável de três horas.
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O caso tornou-se viral ao revelar um detalhe crucial: o mesmo cabo “rejeitado” continuava a funcionar em modelos antigos, como o S22 Plus, provando que o bloqueio não é uma falha de hardware, mas uma decisão de software deliberada que visa inutilizar acessórios de baixo custo em equipamentos recentes.
Impacto real: Profissionais condicionados
Em Portugal, o impacto é visível na rotina de quem depende do telemóvel para trabalhar. Profissionais de vendas, estafetas e gestores de equipas em Lisboa e Porto relatam perdas de produtividade significativas, com smartphones de última geração a carregar a velocidades de modelos de há uma década.
Esta nova barreira funciona, na prática, como um “filtro digital”: quando o cabo não é reconhecido como compatível, o smartphone reduz o carregamento para um modo mais lento. As marcas enquadram a mudança como uma medida de segurança — para evitar sobreaquecimento e proteger a bateria —, mas para o utilizador o efeito é imediato: mais tempo preso à tomada.
A escolha forçada entre custo e performance
Esta mudança de paradigma por parte das gigantes tecnológicas coloca os consumidores portugueses perante um dilema financeiro. Para recuperar a performance de carregamento pela qual pagaram ao adquirir aparelhos de topo, os utilizadores estão a ser empurrados para o ecossistema de acessórios oficiais ou certificados.
O que as marcas apresentam como uma medida vital de segurança para preservar a autonomia da bateria é visto por muitos utilizadores como um bloqueio que torna obsoletos milhões de cabos USB comuns ainda em circulação.
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