Quando tira o novo iPad Air M4 de 2026 da caixa, a sensação inicial é de que nada mudou. O formato e o peso continuam exatamente os mesmos dos anos anteriores. No entanto, testes práticos realizados pela equipa da CNN Underscored revelam que a Apple fez uma alteração profunda no interior do equipamento, criando um dilema: este tablet tem quase o mesmo poder de um modelo Pro, mas custa metade do preço.
Após dias de uso intensivo como máquina principal de trabalho, a CNN concluiu que o iPad Air M4 é, de forma quase inquestionável, a melhor opção para quem vai comprar o seu primeiro tablet da Apple ou para quem quer finalmente abandonar um modelo antigo. Mas não é uma máquina perfeita.
A brutalidade do novo processador
Segundo os ensaios da CNN, a grande revolução do novo modelo está na capacidade de processamento. Equipado com o chip M4 (o mesmo usado nos modelos mais caros), o tablet suportou dezenas de aplicações abertas em simultâneo — desde o Google Docs e Safari até edições de fotografia e chamadas de vídeo contínuas no FaceTime — sem nunca abrandar.
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O desempenho confirmou-se até quando o tablet foi ligado a um monitor externo. Nos testes de laboratório partilhados pela publicação, o novo iPad Air M4 conseguiu uma pontuação multicore no Geekbench 6 acima dos 13.200 pontos. Na prática, isto significa que é mais de duas vezes mais rápido que um iPad base e só é ultrapassado no mercado pelos próprios iPad Pro.
Além disso, a Apple introduziu uma conectividade de ponta, adicionando suporte para Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, preparando o equipamento para as redes do futuro. A bateria manteve o padrão esperado, resistindo a 10 horas contínuas de reprodução de vídeo 4K durante a avaliação.
O que a Apple devia ter mudado (e não mudou)
Apesar do desempenho demolidor, o teste da CNN destaca algumas desilusões importantes. A principal é o ecrã. Embora o painel Liquid Retina continue a ser excelente para ver filmes ou ler banda desenhada digital, a Apple recusa-se a atualizar o iPad Air com a tecnologia ProMotion.
Isto significa que, mesmo em 2026, quem compra este tablet continua limitado a um ecrã de 60 Hz. Numa altura em que até os smartphones mais baratos do mercado oferecem uma navegação e um scroll muito mais suaves, esta ausência sente-se fortemente num equipamento que custa perto de 600 dólares nos Estados Unidos.
Serve para substituir um portátil?
Outra grande questão testada foi a capacidade do iPadOS 26 para substituir um computador. A nova atualização aproxima o iPad da experiência de um Mac, permitindo dividir o ecrã e organizar janelas.
Ainda assim, a CNN conclui que a experiência no ecrã de 11 polegadas ainda se torna confusa quando há demasiadas janelas abertas. E para transformar o tablet num autêntico computador, é obrigatório comprar o teclado Magic Keyboard, o que atira o preço total do pacote para valores onde já é possível comprar um verdadeiro MacBook Air.
Veredito final
A conclusão do ensaio é clara: o iPad Air M4 entrega a velocidade de um computador dentro do corpo de um tablet leve. Se tem um iPad muito antigo ou quer entrar agora no ecossistema da Apple, esta é a compra ideal. Contudo, se já possui a geração anterior (M3), o salto técnico pode não justificar o investimento, a menos que precise urgentemente da velocidade do novo Wi-Fi 7.
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